O período de acerto de contas com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores para o exercício de 2026 já foi iniciado. Em São Paulo, os contribuintes ainda encontram janelas de oportunidade para quitar o tributo com redução no valor, respeitando o cronograma definido pelo final de cada placa. No entanto, o que ganha os holofotes não é apenas o cumprimento do dever fiscal, mas o montante milionário acumulado por proprietários de modelos de altíssimo padrão que ignoram as taxas há mais de uma década. As informações são do UOL.
Restrições pesadas para quem ignora a dívida ativa
A falta de pagamento do IPVA não gera apenas juros, mas uma série de entraves burocráticos e financeiros coordenados pela Procuradoria-Geral do Estado. Veículos com pendências graves acabam inscritos na dívida ativa, o que leva o nome do dono para o Cadin Estadual. Estar nesse cadastro significa enfrentar barreiras no sistema bancário para conseguir crédito, além do impedimento de utilizar reembolsos de programas como a Nota Fiscal Paulista.
No campo prático, a situação é ainda mais complicada. Sem o pagamento integral, o automóvel não pode ser licenciado e fica proibido de ser transferido para novos proprietários. Em termos de circulação, qualquer abordagem em blitze policiais resultará na apreensão imediata do bem. O resgate só é autorizado após a regularização total dos débitos, o que, para muitos supercarros, pode significar desembolsos astronômicos.
As máquinas que lideram o prejuízo ao erário paulista
O ranking de inadimplência em solo paulista revela cifras que superam a casa dos milhões de reais vinculados a um único chassi. O maior devedor da atualidade é um Rolls-Royce Ghost, localizado em Indaiatuba, que acumula uma pendência de 1,93 milhão de reais, referente a doze anos de atrasos seguidos. O curioso é que o valor devido é quase equivalente ao preço de mercado do próprio veículo.
Logo atrás, também na mesma cidade, uma Lamborghini Gallardo Coupé Superleggera carrega uma dívida de aproximadamente 1,90 milhão de reais, acumulada desde 2014. Encerrando os casos mais críticos, uma Ferrari 458 Spider, registrada na capital paulista, deve cerca de 1,89 milhão de reais relativos a dez anos de impostos não recolhidos. Esses exemplos demonstram que o custo de manter um ícone da engenharia automotiva vai muito além da manutenção mecânica, exigindo uma disciplina fiscal que nem todos os grandes investidores parecem dispostos a seguir.






