A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte informou nesta quinta-feira que está investigando o caso de uma menina de 10 anos internada com sintomas de intoxicação supostamente relacionados ao uso de um detergente da Ypê. A suspeita envolve um produto pertencente ao lote com final 1, interditado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Segundo a pasta, o caso ainda está em fase de apuração pela vigilância epidemiológica e não há confirmação oficial sobre a causa da intoxicação. A criança permanece internada no Hospital Infantil Varela Santiago, onde recebe acompanhamento médico. Desde a semana passada, ela apresenta sintomas como manchas vermelhas pelo corpo, dificuldade para respirar e coceiras intensas.
De acordo com familiares, os primeiros sintomas surgiram no dia 6 de maio, após a menina sofrer um corte na mão e utilizar um detergente do lote investigado para higienizar o ferimento. Pouco tempo depois, ela começou a apresentar sinais de intoxicação e precisou ser levada a uma unidade de saúde para atendimento emergencial.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que a criança recebeu os primeiros atendimentos na UPA Pajuçara, onde foram realizados os procedimentos iniciais antes da transferência para o hospital infantil. O caso segue sob investigação das autoridades sanitárias e do Ministério Público.
Anvisa confirma presença de bactéria em produtos suspensos
A Anvisa confirmou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada em mais de 100 lotes de produtos da marca Ypê suspensos pela agência no último dia 7. Essa é a primeira vez que o órgão regulador confirma oficialmente a presença da bactéria nos produtos da empresa.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades sanitárias, a própria Ypê já havia detectado contaminação bacteriana em parte da produção no ano passado. A investigação atual busca entender o alcance do problema, além de identificar possíveis riscos à saúde dos consumidores que tiveram contato com os lotes interditados.






