A tempestade Kristin, que atingiu Portugal com chuvas intensas e ventos fortes na última quarta-feira (28), causou pelo menos cinco mortes e deixou quase meio milhão de pessoas sem energia elétrica. O balanço foi divulgado pelas autoridades nesta quinta-feira (29). O sistema ganhou força de um ciclone-bomba e foi intensificado por um fenômeno conhecido como sting jet.
A tempestade atravessou o país com chuvas volumosas e ventos que alcançaram até 150 km/h, causando quedas de árvores, alagamentos e deslizamentos de terra. Entre 21h de quarta-feira e 5h de quinta-feira, no horário de Brasília, equipes de emergência atenderam aproximadamente 1.500 ocorrências.
Desde o início da tempestade, cerca de 850 mil imóveis ficaram sem energia elétrica, número que ainda permanecia em torno de 450 mil. Diante da situação, diversas prefeituras optaram por suspender as aulas, e muitas escolas continuavam fechadas nesta quinta-feira. O governo de Portugal classificou o episódio como um “fenômeno climático extremo”.
Em Figueira da Foz, no litoral central de Portugal, os ventos derrubaram uma roda-gigante. Os efeitos da tempestade Kristin também se estenderam à Espanha, onde causaram fortes nevascas em Madri e inundações no sul do país, levando à retirada de moradores de áreas afetadas.
O que é um ciclone-bomba?
Um ciclone-bomba é um tipo de sistema meteorológico extremamente intenso, que se forma quando uma tempestade se fortalece de maneira muito rápida em pouco tempo. De forma simples, ele acontece quando a pressão atmosférica cai bruscamente — geralmente mais de 24 milibares em até 24 horas.
Essa queda acelerada faz com que o sistema ganhe muita energia, resultando em ventos muito fortes, chuvas intensas, neve (em regiões frias) e mar agitado. Esse fenômeno costuma se desenvolver quando massas de ar quente e frio se encontram, especialmente sobre o oceano, onde há mais umidade e energia disponível.





