A avaliação inicial dos estragos causados pelo ciclone Harry no sul da Itália indica prejuízos superiores a 1 bilhão de euros — mais de R$ 6,3 bilhões — somente na Sicília, além de perdas que somam centenas de milhões de euros na Sardenha. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (22) pelas autoridades regionais.
Na Sicília, o governador Renato Schifani afirmou que um balanço preliminar elaborado pelo Departamento Regional de Proteção Civil estima danos de 740 milhões de euros. Ainda assim, o valor total deve ultrapassar 1 bilhão de euros com a inclusão das compensações por lucros cessantes das empresas afetadas.
A governadora da Sardenha, Alessandra Todde, informou que a situação na ilha segue sob monitoramento e estimou que os prejuízos cheguem a centenas de milhões de euros. O fenômeno climático também atingiu a região da Calábria na última terça-feira (20). Apesar de não haver registro de vítimas, o ciclone causou danos significativos à infraestrutura, a estabelecimentos comerciais, residências e portos.
As ondas intensas afundaram embarcações e arrastaram barcos para ruas e avenidas. Como consequência, as atividades do setor pesqueiro permanecem suspensas. Na Sicília, pequenos pescadores enfrentam sérias dificuldades, já que o mar avançou cerca de 1,5 metro sobre a faixa de areia, criando um desnível que pode inviabilizar o trabalho por vários meses.
Tempestade extrema expõe vulnerabilidade do litoral italiano
O ciclone Harry se destacou pela força incomum e pelo impacto em múltiplas regiões do sul da Itália, atingindo principalmente Sicília, Sardenha e Calábria. O sistema provocou ventos intensos, chuvas volumosas e ondas violentas, causando destruição em portos, áreas costeiras e zonas urbanas, além de interromper atividades econômicas essenciais, como a pesca.
Especialistas apontam que eventos desse tipo tendem a se tornar mais frequentes e severos, impulsionados pelo aquecimento do Mediterrâneo e pelas mudanças climáticas. O episódio reacende o debate sobre a necessidade de investimentos em prevenção, infraestrutura resiliente e planos de resposta rápida para reduzir os prejuízos humanos e econômicos diante de fenômenos climáticos extremos.






