Devido à vasta extensão de áreas naturais espalhadas pelo território brasileiro, é comum que muitos cidadãos acabem convivendo próximos de animais silvestres. No entanto, em Corumbá, no interior do Mato Grosso do Sul, essa convivência vai ainda mais longe.
Isso porque os pouco mais de 96 mil moradores da cidade dividem o espaço com uma das maiores concentrações de jacarés do planeta, que de acordo com estimativas, atualmente pode chegar a milhões de animais.
Vale lembrar que Corumbá também é conhecida como a “capital do Pantanal”, já que serve como uma porta de entrada para o bioma. E é justamente por conta desta característica que o município possui uma população tão extensa de jacarés.
Todavia, é importante ressaltar que a convivência entre humanos e répteis é respeitosa na região, já que os jacarés raramente deixam seu habitat nas áreas alagadas da cidade, onde encontram condições ideais para sobreviver.
Mesmo estando em maior número, estes animais só costumam ser vistos em áreas urbanas em períodos de deslocamento entre rios e lagoas ou durante temporadas de enchentes, sendo estas situações excepcionais.
A importância dos jacarés para Corumbá
Embora frequentemente despertem medo, especialistas ressaltam que os jacarés que habitam Corumbá não só são pacíficos, como também desempenham um papel fundamental para a cidade em diferentes aspectos.
Afinal, os répteis são essenciais para manter a saúde dos ecossistemas aquáticos, pois além de regularem as populações de peixes, molucos e pequenos vertebrados, suas fezes ricas em nitrogênio ainda auxiliam no desenvolvimento do fitoplâncton, que serve como a base da cadeia alimentar aquática.
Além disso, os jacarés também contribuem para o turismo de Corumbá, figurando como parte essencial da cultura local, assim como são importantíssimos para a economia de forma mais direta, já que a cidade lidera a produção mundial de couro e carne da criatura.






