Um novo tipo de fraude tem preocupado clientes do Itaú em todo o país. Desta vez, criminosos utilizam uma tecnologia que faz o número exibido na tela do celular parecer exatamente o do atendimento oficial da instituição.
A estratégia aumenta a confiança da vítima logo no primeiro contato. Ao atender a ligação, o discurso costuma ser convincente: o suposto atendente faz um alerta de compra suspeita, invasão da conta ou falha no aplicativo. O cenário criado faz parecer que a conta está sendo invadida naquele exato momento.
Pressão emocional é a principal arma
O golpe não depende apenas da tecnologia, mas principalmente da manipulação psicológica. A vítima é orientada, com urgência e para evitar maiores prejuízos, a confirmar dados, informar senhas ou realizar transferências via Pix para uma conta indicada como “protegida”.
Especialistas em segurança bancária alertam que nenhuma instituição financeira pede senha, token ou transferência para “cancelar” transações. Quando há esse tipo de solicitação, o cliente deve logo suspeitar de fraude.
Justiça reforça dever de proteção
O debate ganhou força após posicionamento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu a possibilidade de responsabilização das instituições financeiras quando há falhas na detecção de movimentações fora do perfil do cliente.
No entendimento dos ministros, operações claramente atípicas devem acionar mecanismos adicionais de segurança, como bloqueios preventivos ou confirmação reforçada.
Orientação aos correntistas
A recomendação é simples: recebeu ligação sobre movimentação suspeita? Encerre a chamada e procure o banco diretamente pelos canais oficiais. Evitar agir sob pressão e nunca compartilhar senhas ou códigos são medidas essenciais para não cair em golpes.






