Uma notícia de grande repercussão no setor empresarial ganhou os holofotes na última semana, quando a Polícia Federal realizou busca e apreensão na sede da REAG Investimentos, colocando a gestora independente sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das maiores facções criminosas do país.
Além de outras empresas, a REAG Investimentos foi alvo de fiscalização da Polícia Federal em sua sede, localizada na zona oeste de São Paulo. Aproximadamente 40 fundos de investimento são investigados por suspeita de uso pelo PCC. A operação envolveu 1.400 agentes e se estendeu por oito estados brasileiros.
Considerada a maior da história pela Receita Federal, esta operação investiga a atuação do PCC e busca desarticular o esquema de infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras. A REAG Investimentos ganhou notoriedade entre os torcedores do Grêmio devido ao imbróglio envolvendo a Arena nos últimos anos.
Em 2023, o fundo adquiriu dois terços da dívida da construção do estádio, comprando os créditos junto aos bancos Santander e Banco do Brasil. Na época, a operação envolveu um crédito de cerca de R$ 150 milhões por meio da Revee, enquanto o Grêmio pagou R$ 20 milhões para quitar o terço restante da dívida junto ao Banrisul.
Em julho deste ano, o empresário Marcelo Marques comprou os dois terços da dívida que estavam sob a posse da Revee/REAG e realizou a doação do estádio ao clube, com um investimento de aproximadamente R$ 145 milhões. Segundo os balanços financeiros da REAG, o fundo registrou um lucro de R$ 2,9 milhões no 1º trimestre de 2024.





