Na manhã desta sexta-feira (15), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu início ao julgamento do recurso apresentado pela Ypê contra as medidas de suspensão e fiscalização determinadas sobre produtos da marca.
Conforme divulgado pela revista Veja, a Ypê se mostrou disposta a reforçar a transparência e a colaboração institucional. Por conta desse alinhamento, a marca assumiu uma posição surpreendente.
Isso porque seus representantes optaram por abrir mão do sigilo procesual e solicitaram à Anvisa que a reunião extraordinária da Diretoria Colegiada ocorresse de forma pública, com possibilidade de divulgação do resultado.
A solicitação foi acatada pelo órgão regulador, que, no fim, optou por manter a suspensão da fabricação, distribuição e comercialização dos 25 produtos da marca que foram afetados pela sanção, destacando os riscos sanitários envolvidos.
Por conta do resultado, a Ypê agora precisará apresentar um novo plano de ação técnica à Anvisa para, assim, conseguir a liberação gradual dos produtos. Em nota, a companhia afirmou estar trabalhando para cumprir todas as determinações.
Votos no julgamento da Ypê: confira o posicionamento da diretoria da Anvisa
Por conta de uma falta, a reunião para avaliar o recurso da Ypê reuniu quatro representantes da diretoria da Anvisa que, apesar de defenderem a continuidade da suspensão da fabricação e venda dos produtos, também votaram a favor de manter suspensa, por enquanto, a obrigação de recolhimento dos itens do mercado. São eles (via CNN Brasil):
- Leandro Safatle (diretor-presidente da Anvisa): votou a favor da manutenção de parte das medidas determinadas pela agência, com exceção do recolhimento;
- Thiago Campos (diretor da Anvisa): votou a favor da manutenção de todas as medidas aplicadas pela agência;
- Daniela Marreco (diretora da Anvisa): votou a favor da manutenção de parte das medidas;
- Daniel Pereira (diretor da Anvisa): também votou a favor da manutenção de parte das medidas da agência.






