Uma mancha solar ligada a uma série de erupções de grande intensidade chamou atenção da Nasa por seu formato inusitado. Em publicação nas redes sociais, a agência destacou que a região ativa do Sol se assemelha a um ponto de interrogação deitado quando observada na luz visível.
A imagem foi registrada em 4 de fevereiro pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO), usando o filtro HMI, que permite estudar a fotosfera — a superfície visível do Sol. “Muitos a compararam a um ponto de interrogação deitado. E você, o que vê?”, questionou a Nasa na publicação.
A mancha solar, identificada como AR 4366, surgiu em 30 de janeiro e passou a concentrar intensa atividade nos dias seguintes. Em menos de três dias, satélites da Nasa registraram ao menos seis erupções de classe X, a mais intensa da escala solar.
Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mancha AR 4366 tem cerca de 10 vezes o tamanho da Terra, destacando-se como uma das maiores observadas recentemente.
Desde que a mancha surgiu em 30 de janeiro, foram registradas 21 erupções de classe C, 38 de classe M e 5 de classe X. Embora erupções solares ocorram várias vezes ao ano, uma sequência intensa de explosões da classe X em poucos dias é pouco comum. Essas erupções fazem parte da atividade solar, que é movida pelo campo magnético do Sol.
Mancha solar AR 4366 desperta atenção por sequência intensa de erupções
A região ativa do Sol, conhecida como AR 4366, tem surpreendido astrônomos devido à quantidade e intensidade das erupções registradas em poucos dias. Embora erupções solares ocorram com certa frequência ao longo do ano, a concentração de explosões de classe X em um curto período é rara e indica forte atividade magnética na superfície solar.
Especialistas destacam que esses eventos não apenas ajudam a entender o comportamento do Sol, mas também podem influenciar o ambiente espacial próximo à Terra. Satélites e comunicações podem ser afetados por partículas energéticas liberadas durante as explosões, reforçando a importância de monitoramento constante por agências como a Nasa.






