A polícia do Rio de Janeiro iniciou o terceiro dia de buscas pelo rapper Mauro Davi Nepomuceno, conhecido como Oruam, que passou a ser considerado foragido após a Justiça fluminense decretar sua prisão. Em contato com a TV Bandeirantes, a defesa informou que o artista não pretende se apresentar espontaneamente às autoridades.
A nova ordem de prisão foi expedida na terça-feira pela juíza Tula Corrêa de Mello, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus que havia sido concedido anteriormente ao cantor. Agentes da Polícia Civil estiveram em sua residência, localizada na Freguesia, em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio, mas ele não foi localizado.
A revogação do habeas corpus ocorreu devido ao suposto “descumprimento reiterado” das medidas cautelares, especialmente em relação ao monitoramento eletrônico, já que a tornozeleira teria sido desligada 28 vezes em apenas 45 dias. Após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de derrubar o HC, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão do cantor.
A defesa do rapper solicitou a concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário, alegando a existência de “comorbidades pulmonares”. Os advogados também sustentaram que não houve desligamento proposital da tornozeleira eletrônica, afirmando que o equipamento apresentava falhas técnicas frequentes, como problemas no carregamento da bateria e interrupções de sinal.
Oruam grava vídeo e afirma que tornozeleira apresentava falhas
Em um vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (3), o rapper Mauro Davi Nepomuceno, conhecido como Oruam, declarou que a tornozeleira eletrônica apresentava problemas técnicos. Nas imagens, o artista mostra várias tentativas de carregar o equipamento, alegando que nenhuma delas teve sucesso.
Na gravação, intitulada “a verdade”, ele afirma que o dispositivo estaria desligado por falhas no carregamento. Segundo os autos do processo, o cantor acumulou ao menos 28 interrupções de sinal em um período de 43 dias, supostamente por falta de carga na tornozeleira. Os registros indicam ainda que a maioria dessas ocorrências aconteceu durante a noite e em fins de semana.






