Desde 2019, o Brasil optou por não aplicar o horário de verão, e essa decisão segue valendo em 2026. A medida de adiantar os relógios durante os meses mais quentes deixou de ser utilizada, pois estudos indicam que os benefícios em economia de energia se tornaram mínimos.
O aumento no uso de aparelhos eletrônicos e sistemas de climatização durante o dia tornou o impacto do ajuste de horário praticamente irrelevante, levando o país a manter o mesmo horário ao longo do ano.
Segundo informações do site O Antagonista, qualquer eventual retomada dependeria de novas análises técnicas, considerando fatores como bem-estar da população e impactos sociais. Portanto, a decisão não é apenas energética, mas também política e estratégica.
Comparação com os Estados Unidos
Enquanto o Brasil mantém horário fixo, os Estados Unidos seguem com o Daylight Saving Time (DST) em grande parte do país. Em 2026, os relógios americanos avançam no início da primavera e retornarão ao horário padrão no outono. Algumas regiões, no entanto, permanecem com horário fixo durante todo o ano, incluindo:
- Havaí
- Arizona (exceto a Nação Navajo)
- Porto Rico
- Guam
- Ilhas Virgens Americanas
- Samoa Americana
Essa diferença interna mostra como o ajuste de horário depende de fatores geográficos, sociais e econômicos.
Efeitos na sociedade e economia
Manter o horário fixo ao longo do ano traz algumas consequências práticas:
- Rotina previsível: cidadãos e empresas não precisam se adaptar a mudanças, evitando confusões em compromissos e transporte.
- Saúde e bem-estar: estudos indicam que alterações frequentes podem afetar o sono e reduzir produtividade.
- Eficiência energética: a suspensão do horário de verão não resolve problemas do setor elétrico, que exigem integração com tecnologias modernas e fontes de energia renovável.
Reflexão e análise
A experiência brasileira mostra que simplesmente ajustar o horário não garante economia de energia. Políticas públicas precisam considerar hábitos de consumo e avanços tecnológicos.






