A guerra no Irã tomou contornos ainda mais macabros nesta terça-feira (7), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu utilizar seu perfil na rede social Truth Social para publicar uma assustadora mensagem.
Na publicação, o republicano afirmou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, o que foi encarado por analistas internacionais como ameaças perigosas e com potencial para configurar crimes de guerra.
De acordo com informações divulgadas pelo repórter Brett Baier, do canal de TV Fox News, Trump reiterou a ameaça, afirmando que, caso negociações entre os países não avancem, um ataque “como nunca se viu antes” pode ser iniciado.
Ainda em sua publicação, o presidente dos EUA afirmou não desejar que a investida ocorra, embora tenha reconhecido a baixa probabilidade de evitá-la. Além disso, ele ainda condenou o atual regime iraniano, que está no poder há 47 anos, e destacou a possibilidade de surgimento de um novo governo.
Vale lembrar que o prazo estabelecido por Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz se encerra na data de hoje. Nesse contexto, a ameaça feita por ele surge como mais uma tentativa de pressionar pela retomada da rota, cujo fechamento impactou os preços do petróleo.
Mesmo após ameaça de Trump, Irã não apresenta sinais de que irá ceder
Embora o tom ameaçador da publicação de Trump tenha gerado preocupação em todo o mundo, o Irã parece manter sua postura de resistência, concentrando-se, neste momento, na proteção de seus recursos.
No último domingo (5), o presidente dos EUA já havia ameaçado atacar pontes e usinas de energia do país do Golfo Pérsico. Em resposta, o governo iraniano convocou a população para formar correntes humanas nas estruturas e, assim, impedir esse tipo de ação.
E vale destacar que, conforme divulgado pelo portal g1, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que pelo menos 14 milhões de iranianos declararam que, assim como ele, estão “prontos para se sacrificar” pelo país.






