O número de casos de diabetes segue em ritmo acelerado no mundo e deve alcançar cerca de 340 milhões de diagnósticos até 2030, segundo estimativas internacionais. No Brasil, o crescimento acompanha essa tendência e acende um sinal de alerta para a população e sistema de saúde, já que a doença pode chegar a atingir todos os brasileiros.
A condição ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de forma eficaz, provocando o aumento da glicose na corrente sanguínea. Sem controle adequado, o problema pode afetar o coração, os rins, os nervos e a visão.
Diagnóstico tardio agrava riscos
Um dos maiores desafios é o fato de a diabetes evoluir de maneira silenciosa. Dados da Federação Internacional de Diabetes indicam que a maioria dos pacientes só descobre a doença após enfrentar complicações mais sérias.
Entre os sintomas que podem surgir estão sede intensa, aumento da fome, cansaço frequente, perda de peso, visão embaçada e infecções recorrentes. Ainda assim, muitos casos são identificados apenas em exames laboratoriais.
Pessoas com histórico familiar, obesidade, hipertensão ou idade avançada estão entre os grupos mais vulneráveis e devem manter acompanhamento periódico.
Hábitos saudáveis como principal prevenção
A forma mais comum da doença, a tipo 2, está diretamente ligada ao estilo de vida. Alimentação desequilibrada e falta de atividade física são fatores determinantes para o aumento dos casos.
Especialistas da Universidade de Brasília (UnB) destacam que dietas ricas em vegetais e fibras ajudam a regular a absorção de açúcar pelo organismo, contribuindo para o controle dos níveis glicêmicos. A prática regular de exercícios também melhora a ação da insulina.
Com a perspectiva de grande crescimento até o fim da década, profissionais de saúde reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da mudança de hábitos para conter o avanço da doença.






