No início deste ano, donos de animais em Bolzano, no norte da Itália, foram pegos de surpresa com um anúncio: a cobrança de uma taxa anual para cada pet. A proposta previa que cada tutor desembolsasse mais de 100 euros por cachorro, valor equivalente a mais de R$ 600 na cotação atual.
Porém, antes mesmo de entrar em vigor, a medida acabou sendo retirada após grande repercussão negativa.
O plano do governo incluía não apenas a taxa fixa para residentes, mas também um sistema de cobrança diária para visitantes que chegassem à cidade com seus pets. A justificativa era que os recursos seriam usados em melhorias urbanas, como áreas de lazer exclusivas para pets e limpeza de ruas, praças e parques.
Reações imediatas
Apesar das boas intenções, a proposta gerou polêmica. Associações de proteção animal argumentaram que a medida tratava cães e gatos como se fossem “contribuintes fiscais”, desconsiderando o vínculo afetivo entre humanos e animais.
Moradores, por sua vez, manifestaram preocupação de que a cobrança “taxasse” famílias que já cuidam bem de seus bichinhos. Turistas também expressaram receio de que Bolzano se tornasse menos atraente para quem viaja acompanhado de pets.
Medida suspensa
Diante da repercussã, o governo decidiu suspender a implementação da taxa, assim, nenhum morador ou visitante precisou pagar a quantia prevista. Apesar do cancelamento, regras de convivência e cuidados com animais continuaram sendo aplicadas.






