Nos últimos dias, você provavelmente se deparou com notícias sobre a proibição das “unhas em gel”, que rapidamente se espalharam e geraram bastante repercussão. Para quem ainda não viu, o contexto é o seguinte: a Anvisa anunciou a proibição de duas substâncias químicas presentes em produtos de higiene e beleza, especialmente aqueles utilizados na aplicação de unhas em gel.
A medida levantou questionamentos sobre a segurança da técnica e reacendeu o debate sobre seus possíveis riscos à saúde. A decisão da Anvisa segue uma ação semelhante já adotada pela União Europeia, com o objetivo principal de minimizar potenciais danos aos consumidores.
As substâncias TPO (óxido de difenil-fosfina) e DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina, também chamada de dimetiltolilamina ou DMTA), presentes em alguns esmaltes em gel e outros produtos para unhas que utilizam cura por luz UV/LED, foram proibidas após estudos indicarem possíveis efeitos tóxicos.
Pesquisas apontaram que o TPO pode causar alterações na fertilidade, enquanto o DMPT foi associado ao desenvolvimento de câncer em testes com animais. Com base nesses achados, a Anvisa determinou a proibição imediata da fabricação e importação de cosméticos que contenham essas substâncias e estipulou um prazo de 90 dias para que o comércio retire os produtos das prateleiras.
Mesmo conferindo os rótulos e certificando-se de que as substâncias proibidas não estão presentes, especialistas alertam que o uso frequente de unhas em gel ainda pode afetar a saúde das unhas e da pele ao redor. Isso ocorre porque o procedimento envolve resinas e produtos químicos que são endurecidos sob luz UV ou LED.
Quanto à dúvida sobre continuar ou não utilizando unhas em gel, a resposta é sim. A proibição da Anvisa não encerra a prática, mas atualiza as normas para garantir que os produtos utilizados sejam mais seguros, tanto para quem aplica quanto para quem utiliza. A restrição se aplica apenas às fórmulas que contenham TPO ou DMPT, não proibindo o uso de produtos que estejam livres dessas substâncias.






