A Electronic Arts (EA), responsável por franquias de grande sucesso como EA Sports FC, The Sims, F1 e Madden, foi adquirida na última segunda-feira (29) por aproximadamente R$ 300 bilhões. A negociação, avaliada em US$ 55 bilhões, envolveu um consórcio formado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), a Affinity Partners e a Silver Lake.
Diante disso, o jornal português Record levantou a hipótese de que a franquia de jogos de futebol EA Sports FC possa voltar a adotar o nome que a tornou mundialmente famosa: FIFA. A especulação ganha força pelo fato de a entidade máxima do futebol manter uma boa relação com a Arábia Saudita. Vale lembrar que a Copa do Mundo de 2034 será sediada justamente no território saudita.
O último título fruto da parceria entre EA Sports e FIFA foi lançado em 2023, encerrando uma colaboração que durou longos 30 anos. Desde então, a franquia de futebol passou a se chamar EA Sports FC. O lançamento mais recente, EA Sports FC 26, chegou oficialmente às lojas físicas e digitais na última sexta-feira (26).
Para muitos fãs, o “retorno” do FIFA representaria não apenas uma jogada de marketing, mas também uma forma de resgatar a nostalgia e a identidade construída ao longo de três décadas de história. A FIFA, por sua vez, já havia manifestado interesse em manter seu nome atrelado a jogos eletrônicos de futebol, o que reforça ainda mais a especulação.
Por quê a Arábia Saudita está de olho nos games?
A Arábia Saudita está de olho nos games porque enxerga nesse setor uma estratégia de diversificação econômica e influência global. O país vem investindo pesado em jogos eletrônicos e eSports por meio do Fundo de Investimento Público (PIF), com a meta de se tornar um dos maiores polos mundiais da indústria até 2030.
Isso faz parte do projeto “Visão 2030”, que busca reduzir a dependência do petróleo e expandir a economia saudita em áreas como turismo, tecnologia, esportes e entretenimento. Ou seja, o investimento nos games vai além do lucro: faz parte de uma estratégia para modernizar a imagem do país, atrair novos negócios e conquistar influência cultural em escala global.






