Reconhecida como referência em sustentabilidade e gestão, a Natura terá de pagar US$ 67 milhões (cerca de R$ 346 milhões) para encerrar uma disputa judicial nos Estados Unidos envolvendo a antiga Avon Products Inc.
O acordo foi firmado após a Justiça da Califórnia manter a condenação relacionada ao caso Chapman, que trata de alegações de contaminação por amianto em produtos de talco comercializados pela Avon anos atrás.
Diante da manutenção da sentença, a empresa optou por firmar o acordo de definitivamente. O pagamento está previsto para março de 2026 e, segundo a companhia, já estava previsto nas demonstrações financeiras.
Entenda a origem da ação
O processo teve início após uma consumidora norte-americana afirmar que o uso contínuo de talcos da Avon teria contribuído para o desenvolvimento de mesotelioma, câncer raro associado à exposição ao amianto. Em 2022, o júri fixou indenização por danos compensatórios e punitivos.
Embora tenha recorrido, sustentando que não utilizava amianto em suas formulações, a Natura decidiu selar o acordo para eliminar riscos adicionais e colocar fim ao último processo sob sua responsabilidade ligado à antiga subsidiária.
Parte do impacto financeiro deverá ser amenizado com recursos provenientes da venda de operações internacionais da Avon, incluindo ativos na América Central, República Dominicana e Rússia.
Da excelência em gestão ao acordo judicial
A condenação surge em contraste com o momento institucional vivido pela companhia no Brasil. Em 2025, a Natura foi apontada como uma das empresas com melhor gestão do país no Anuário Época 360º, liderando em desempenho socioambiental e no setor de cosméticos.






