O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região anunciou que, na última segunda-feira (29), solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) uma mediação junto ao Itaú. O pedido tem como objetivo, por meio do TRT, buscar soluções concretas para a demissão em massa realizada pelo banco no mês passado.
Ainda segundo o Sindicato, a última reunião de negociação com o Itaú, realizada em 18 de setembro, não trouxe avanços, pois o banco manteve-se inflexível quanto às demissões. Diante desse contexto, o órgão recorreu ao poder judiciário, e uma audiência de mediação e tentativa de conciliação já foi agendada entre as partes.
Além de solicitar a reintegração dos bancários, o Sindicato exige que o Itaú revise individualmente as demissões de trabalhadores com deficiência ou em tratamento de saúde, garanta transparência nas ferramentas de monitoramento, respeite o processo negocial e forneça aos funcionários feedback prévio e orientações antes de qualquer desligamento.
Logo na primeira semana de setembro, o Itaú demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou remoto. A decisão foi tomada após uma avaliação da produtividade no home office. Em nota, o banco disse que optou pelas demissões após “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”.
Tudo sobre as demissões no Itaú
📉 Detalhes das Demissões
Data e número de desligamentos: Em 8 de setembro, aproximadamente 1.175 funcionários em regime híbrido ou totalmente remoto foram desligados, sob a justificativa de “baixa produtividade”.
Critérios de avaliação: O banco alegou que os desligamentos ocorreram após uma “revisão criteriosa” de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada. No entanto, os funcionários não foram informados sobre o monitoramento ou receberam feedbacks prévios.
⚖️ Reações e Mobilizações
Reações sindicais: O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região criticou a forma como as demissões foram conduzidas, destacando a falta de transparência e o desrespeito ao processo negocial.
Protestos e paralisações: Foram realizadas paralisações em unidades do banco, incluindo o Centro Tecnológico, como forma de protesto contra as demissões.
olicitação de mediação: Diante da falta de avanços nas negociações, o sindicato solicitou mediação junto ao Tribunal Regional do Trabalho para buscar soluções para os casos de demissão.
🧠 Questões Éticas e Legais
Monitoramento sem consentimento: Os trabalhadores não foram informados sobre o monitoramento de suas atividades, levantando questões sobre privacidade e consentimento.
Impacto em trabalhadores vulneráveis: Há preocupações sobre a demissão de funcionários em tratamento de saúde ou com deficiência, sem uma análise individualizada dos casos.






