Dois ex-jogadores que vestiram a camisa da Seleção Brasileira em títulos mundiais voltaram ao noticiário por motivos bem diferentes das glórias nos gramados. De um lado, o campeão de 1994 teve condenação confirmada na Justiça. De outro, o integrante do elenco vencedor em 2002 enfrenta uma série de cobranças judiciais e acumula dívida milionária.
Dívida trabalhista e nova audiência
Edilson, conhecido como Capetinha, terá de comparecer ao Tribunal Regional do Trabalho, em Salvador, no próximo dia 26 de março. Natural da capital baiana, o ex-atacante responde a ações que somam R$ 13.222.121,81, segundo levantamento divulgado. A maior parte do valor, cerca de R$ 11,5 milhões, refere-se a processos trabalhistas ainda em aberto. Outros R$ 1,8 milhão dizem respeito a tributos.
Há pelo menos dez processos ativos envolvendo empresas registradas em nome do ex-jogador, entre elas a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder. Inicialmente, quatro companhias estavam na ação, mas outras seis foram incluídas ao longo da tramitação.
Como as empresas não apresentaram patrimônio suficiente para quitar os débitos, os sócios passaram a responder diretamente. Desde 2016, bens foram penhorados, incluindo uma mansão avaliada em cerca de R$ 3 milhões. A defesa reconhece a existência das dívidas e afirma que o ex-atleta enfrenta dificuldades financeiras desde a aposentadoria.
Condenação envolvendo campeão de 1994
Já o ex-atacante Viola, que integrou o grupo do tetracampeonato mundial em 1994, foi condenado a três anos e dez meses de prisão em regime aberto por posse ilegal de arma de fogo e munições. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários pelo mesmo período.
O caso teve origem em 2012, quando a Polícia Militar encontrou armas e munições na residência do ex-jogador, após acionamento relacionado a disputa familiar. Ele chegou a ficar cinco dias detido à época.
A decisão foi proferida pela Vara Criminal de Santana de Parnaíba, em São Paulo. Cabe recurso.






