Em 2025, o Brasil registrou um êxodo recorde de milionários, com cerca de 1.200 indivíduos com patrimônio elevado deixando o país, superando de longe a saída de ricos em outras economias da América Latina. Em comparação, a Colômbia perdeu cerca de 150 milionários no mesmo período, segundo estimativas da consultoria Henley & Partners.
Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores, como incertezas econômicas, instabilidade política e a busca por maior segurança patrimonial e qualidade de vida em destinos mais estáveis. Os milionários que deixaram o Brasil em 2025 buscaram países como Estados Unidos (especialmente a Flórida), Espanha e Portugal.
A fuga de grandes patrimônios não se restringiu ao Brasil e à Colômbia. México também registrou saída de cerca de 150 milionários, e a Argentina viu aproximadamente 100 endinheirados deixarem o país em 2025, refletindo uma tendência regional de migração de indivíduos com alto patrimônio líquido diante de desafios econômicos e fiscais locais.
Por outro lado, alguns países da América Latina passaram a atrair milionários, como Costa Rica e Panamá, que registraram entradas líquidas significativas desses indivíduos devido a fatores como qualidade de vida, segurança e regimes fiscais mais favoráveis.
Fatores por trás da saída de grandes fortunas da região
Especialistas apontam que o avanço da carga tributária, a insegurança jurídica e a instabilidade política estão entre os principais motivos que levam milionários a buscar outros países. No caso brasileiro, a percepção de risco sobre o ambiente econômico e mudanças frequentes nas regras fiscais têm pesado na decisão de transferência de residência e patrimônio para o exterior.
Além do impacto simbólico, a saída de grandes fortunas pode gerar efeitos práticos na economia, como redução de investimentos, queda na arrecadação e menor dinamismo em setores estratégicos. Por isso, o movimento tem acendido um alerta entre analistas, que defendem políticas voltadas à previsibilidade econômica e à atração de capital para conter a continuidade desse êxodo.





