Apesar de figurar entre os principais bilionários do setor varejista brasileiro, o cofundador e proprietário da Havan, Luciano Hang, não demonstra ter grande apreço por veículos de luxo, ao contrário de outros nomes famosos da elite brasileira.
Vale lembrar que, recentemente, ele recebeu de presente um Fiat 147 amarelo, de 1979, o qual exibe orgulhoso em suas redes sociais por lhe relembrar do primeiro carro que comprou anos antes de construir seu império.
Este comportamento contrasta diretamente com o do empresário Eike Batista, que diferentemente de Hang, optou por construir uma garagem repleta de carros esportivos e luxuosos durante o auge de sua fortuna.
Inclusive, é relevante destacar que sua coleção teve papel tão significativo quanto seus negócios na projeção de seu nome ao público .Ainda mais considerando que ela reunia verdadeiras joias automotivas, como o Mercedes-Benz SLR McLaren, apontado como um dos esportivos mais exclusivos que já circularam no Brasil.
Equipado com motor V8 supercharged de mais de 600 cavalos, o veículo pode alcançar valores de venda que vão de R$ 1,2 milhão a mais de R$ 6,5 milhões, dependendo do ano e conservação.
Além do McLaren, Batista também contou com outros tesouros em sua frota, incluindo um Lamborghini Aventador, um Porsche Cayenne Turbo S e um Range Rover Vogue. Todavia, também havia espaço para utilitários na garagem, como o Toyota SW4.
Além da coleção: Eike Batista já investiu em montadora
A paixão de Eike Batista por carros parece ser tão intensa que, em meados da década de 1990, ele decidiu diversificar seu portfólio e fundar a JPX do Brasil, uma montadora de jipes com fábrica em Pouso Alegre, Minas Gerais.
Apesar de enfrentar concorrentes de peso, como o Toyota Bandeirante, a montadora teve uma estreia promissora, principalmente por conta da boa recepção que seu modelo principal, o JPX Montez, conseguiu atrair.
Entretanto, os motores turbo adaptados dos veículos começaram a apresentar muitos problemas, o que acabou prejudicando a reputação da marca. Como consequência, a JPX do Brasil acabou fechando as portas no começo de 2002 e resultou em um prejuízo de mais de US$ 40 milhões para Batista.






