O contraste entre grandes nomes do varejo brasileiro evidencia trajetórias distintas de sucesso e expansão no mundo dos negócios. Enquanto um dos empresários mais conhecidos do país acumula uma fortuna bilionária já consolidada, outra liderança do setor segue ampliando patrimônio, influência e presença no mercado.
Essa diferença vai além dos números e reflete modelos de gestão, estratégias de crescimento e posicionamento de marca adotados ao longo dos anos. De um lado, um empresário que construiu sua riqueza com uma expansão agressiva de lojas físicas e forte presença midiática; do outro, uma executiva que apostou na digitalização, na inovação e na integração entre canais.
O desempenho recente da Magazine Luiza, impulsionado pela diversificação dos negócios e pelo foco em tecnologia, tem favorecido a valorização da empresa e o crescimento do patrimônio de sua principal liderança. Já a Havan mantém uma fortuna sólida, mas encara um cenário mais desafiador, com mudanças no consumo e aumento da concorrência no varejo.
Presidente do Conselho Administrativo do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, 70 anos, é reconhecida mundialmente como uma das 100 pessoas mais influentes do planeta pela revista Time e também figura entre os brasileiros mais ricos segundo a Forbes.
Fortuna de Luiza Helena Trajano já foi maior
Mesmo com uma fortuna estimada em US$ 1,4 bilhão — cerca de R$ 6,5 bilhões — Luiza Helena Trajano aparece apenas na quinta posição entre as mulheres mais ricas do Brasil. No cenário mundial, ocupa o 2.076º lugar no ranking global e a 50ª colocação entre os bilionários brasileiros.
No comando de uma das maiores redes varejistas do Brasil, com quase mil lojas, Luiza Helena Trajano consolidou-se como referência do empreendedorismo feminino e ampliou sua atuação com fortes investimentos no comércio eletrônico. Ainda assim, de acordo com a Forbes, seu patrimônio sofreu uma retração relevante no último ano.
No segundo semestre de 2021, a fortuna da empresária teve uma queda acentuada: passou de US$ 5,3 bilhões para US$ 1,4 bilhão, uma redução superior a dois terços do total. O recuo foi provocado pela forte desvalorização das ações da companhia ao longo daquele período, um movimento comum em momentos de maior instabilidade na Bolsa de Valores.






