Após quase uma semana de caminhada pelos 240 quilômetros que ligam Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, a Brasília, no Distrito Federal, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) concluiu sua mobilização na Praça do Cruzeiro, neste domingo (25), cercado por milhares de manifestantes e apoiadores.
Durante todo o percurso, não houve registro de incidentes. Já neste domingo, porém, pouco antes da chegada de Nikolas, um raio atingiu uma área próxima a um grupo de manifestantes que aguardava o ato sob forte chuva. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 72 pessoas foram atendidas, e 30 delas precisaram ser encaminhadas a hospitais da região.
O principal fator que motivou o deputado e seus apoiadores a organizarem a caminhada foi o protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com outro propósito, um polonês de 45 anos enfrentou a dor para completar a mais longa jornada descalço do mundo em abril de 2024, totalizando 3.409,75 quilômetros caminhando e correndo.
O Guinness World Records confirmou a conquista alguns dias após o fim da peregrinação. Paweł Durakiewicz deu início à jornada no sul da França, perto da fronteira com a Espanha, percorreu a costa da Península Ibérica em sentido anti-horário e concluiu o trajeto em San José, no sul espanhol. Tudo isso em quase seis meses.
Polonês superou antigo recorde de um holandês na caminhada
Durakiewicz ultrapassou a marca anterior, registrada em 2021 pelo holandês Antonius Nootenboom, que havia caminhado 3.019 km descalço. Para atingir o novo recorde, o polonês percorreu cerca de 10 km por dia ao longo de cinco meses.
Apesar do feito, a trajetória foi marcada por dificuldades. No primeiro mês da jornada, ele sofreu queimaduras nos pés causadas pelo asfalto quente, sob temperaturas próximas dos 40 °C. Para tratar as lesões, utilizou gel de babosa e passou a correr em alguns trechos, reduzindo o tempo de contato com o solo.






