O Fórum Econômico Mundial divulgou recentemente a 21ª edição do Relatório de Riscos Globais, um levantamento elaborado a partir da opinião de cerca de 1.300 especialistas de diferentes países. O estudo identifica os principais riscos econômicos e políticos que podem impactar o mundo no curto, médio e longo prazos.
Na edição mais recente, o risco mais relevante no curto prazo — com horizonte de até dois anos — é a chamada “confrontação geoeconômica”, atribuída principalmente à postura cada vez mais agressiva do governo de Donald Trump em relação a diversos países, inclusive aliados históricos.
Ainda no curto prazo, o segundo maior risco apontado é a desinformação — a disseminação crescente de conteúdos falsos ou distorcidos —, que tende a se intensificar com a popularização de ferramentas de inteligência artificial cada vez mais avançadas.
Já o terceiro risco, a polarização das sociedades, é em grande parte consequência direta desse cenário e tem contribuído para um ambiente social e político cada vez mais disfuncional, no qual grupos com visões políticas ou ideológicas distintas deixam de dialogar de forma saudável e passam a se enxergar como inimigos, e não apenas como adversários.
E quais são os riscos à longo prazo?
No horizonte de longo prazo, estimado em cerca de dez anos, os principais riscos elencados no relatório estão ligados às mudanças climáticas, como a intensificação de eventos extremos, a perda de biodiversidade e o colapso de ecossistemas, além de alterações críticas em diversos sistemas naturais do planeta.
Na quarta posição aparece novamente a desinformação, enquanto o quinto lugar é ocupado pelos impactos colaterais negativos associados ao avanço das tecnologias de inteligência artificial.





