A Polícia Civil informou, nesta quarta-feira (18), que o material sanguíneo localizado na residência de Silvana Germann de Aguiar é de origem humana. A mulher, de 48 anos, está desaparecida há 25 dias. O desaparecimento dela e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, vem mobilizando as autoridades desde o fim de janeiro.
As amostras recolhidas continuam passando por exames de comparação genética, etapa que deverá apontar se o material pertence a algum dos desaparecidos. O principal suspeito do caso é o ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso há uma semana.
A prisão temporária pode durar até 30 dias. Em comunicado, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado das atividades na corporação, enquanto o caso é apurado. A investigação também está sob acompanhamento da Corregedoria-Geral.

As autoridades revelaram ainda que, no dia 25 — quando o casal foi visto pela última vez —, o telefone fixo de Isail e Dalmira recebeu uma chamada feita a partir do celular de Silvana, que já era considerada desaparecida naquele momento. Para os investigadores, a ligação teria sido uma tentativa de simular que ela estaria viajando, possivelmente para atrasar o início das buscas.
Silvana é filha única do casal e vive na mesma região que os pais. Ela se identifica como vendedora de cosméticos e atua ao lado deles no pequeno mercado da família, que funciona anexo à residência. Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são lembrados por parentes e vizinhos como pessoas tranquilas, trabalhadoras e muito queridas na comunidade.






