A Uber promoveu uma atualização importante na categoria premium do aplicativo em 2026, tornando as regras mais rígidas e excluindo diversos modelos que antes eram aceitos no Uber Black. A mudança faz parte de uma estratégia para elevar o padrão do serviço, exigindo veículos mais sofisticados e alinhados com a experiência de alto nível oferecida aos passageiros.
Entre os carros que deixaram de ser aceitos na categoria, independentemente do ano de fabricação, estão modelos como Renault Kardian, Chery Tiggo 3X, Peugeot e-2008 e Hyundai Kona Hybrid. A lista ainda inclui Chery Tiggo 3, JAC J3 Turin e JAC iEV 40, que também foram retirados da plataforma já no início do ano.
A decisão surpreendeu muitos motoristas, já que alguns desses veículos são relativamente novos no mercado brasileiro. No entanto, a empresa passou a priorizar critérios como porte, acabamento e percepção de qualidade, deixando de lado modelos considerados mais simples para o padrão exigido na categoria Black.
Além da exclusão de modelos específicos, a Uber também reforçou outras exigências, como cores padronizadas (preto, branco, prata, entre outras), quatro portas e ar-condicionado, além de uma avaliação mínima elevada para os motoristas. A ideia é garantir uma experiência mais premium e padronizada para os usuários do serviço.
Regras mais rígidas mudam o cenário para motoristas
As novas exigências impactam diretamente os motoristas parceiros, que agora precisam planejar melhor a escolha do veículo para continuar operando na categoria premium. Com a retirada de vários modelos, muitos profissionais terão que investir em carros mais caros para permanecer no Uber Black.
Apesar das mudanças, a empresa manteve um período de transição em casos específicos, como o Citroën Basalt, que ainda pode operar até o fim de 2026 se tiver sido cadastrado dentro do prazo. Mesmo assim, a tendência é de um serviço cada vez mais seletivo, com foco em conforto, sofisticação e padronização da frota.






