No memórias do Diário de hoje, relembramos a execução de Saddam Hussein, ditador iraquiano capturado pelos Estados Unidos em 2003 após a invasão do Iraque. Condenado por crimes contra a humanidade, Hussein foi enforcado em 2006, marcando um dos episódios mais emblemáticos da política americana no Oriente Médio.
Cruel, tirano e responsável por diversos crimes contra a humanidade, o regime de Saddam Hussein no Iraque também perseguiu minorias étnicas e religiosas, além de opositores políticos. Além de fomentar o culto à sua própria imagem, o ditador utilizava o terror como ferramenta de controle sobre a população.
Segundo dados da Human Rights Watch, sua política de perseguição e tortura resultou na morte de pelo menos 250 mil iraquianos. Por essa razão, o The Economist descreveu Saddam como “um dos últimos grandes ditadores do século 20, mas não menos notório em termos de egoísmo, crueldade e sede mórbida de poder”.
A brutalidade do regime de Saddam Hussein também se refletiu em dois grandes conflitos: a Guerra Irã-Iraque (1980-1988) e a Guerra do Golfo (1990-1991). No primeiro, os Estados Unidos ofereceram amplo apoio ao Iraque, buscando conter a expansão da ideologia xiita no Oriente Médio, liderada pelo aiatolá conservador Ruhollah Khomeini.
Os conflitos, que iam de desentendimentos financeiros à disputa pelo controle do petróleo, culminaram na invasão do Kuwait em 2 de agosto de 1990. Com isso, o Iraque passou a representar uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos no Oriente Médio — e todo adversário da América precisava ser neutralizado.
Morte de Saddam
Assim, pouco mais de 12 anos depois, em 20 de março de 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque para encerrar essa fase. Saddam Hussein foi capturado em 13 de dezembro de 2003, durante a Operação Red Dawn, e executado 19 anos atrás, em 30 de dezembro de 2006.






