A unidade da Isover, empresa do grupo francês Saint-Gobain, considerada uma das fábricas mais antigas de São Paulo, anunciou o encerramento das operações. Após o fechamento da fábrica, o espaço continuará operando como centro de distribuição.
Fundada na década de 1950, a fábrica continuará produzindo materiais de isolamento térmico e acústico até 31 de julho de 2026, conforme acordo firmado com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Companhia Ambiental do Estado (Cetersb).
O encerramento foi formalizado em dezembro e decido após anos de reclamações de moradores da região, que relataram episódios recorrentes de poluição, emissão de fumaça densa, odor e ruídos constantes.
Isso impacta diretamente a vida e saúde de quem mora na região, incluindo dificuldade para respirar, ardência nos olhos, irritação, ressecamento da pele e perturbação do sono.
Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) estabelece prazos, obrigações ambientais e penalidades em caso de descumprimento. É previsto ainda a implementação de um plano de gerenciamento de áreas contaminadas. Caso as obrigações não sejam cumpridas, a empresa poderá ser multada em R$ 10 mil por dia.
As denúncias dos moradores próximos da fábrica levaram o MPSP a instaurar um inquérito civil. A Cetesb aplicou também multas e advertências à empresa.
Impactos do fechamento da fábrica
Com o fechamento da unidade, mais de 100 famílias de funcionários devem ser afetados, além de milhares de trabalhadores indiretos ligados à cadeira produtiva. O prazo para o encerramento das atividades, em julho deste ano, será justamente usado para reduzir os impactos sociais e econômicos da decisão.
Em nota, o grupo Isover afirmou que, durante os mais de 70 anos que operou no local, sempre atuaram “em conformidade com a legislação e em sintonia com as melhores práticas”, além de buscar melhorias no relacionamento com os moradores da região. A empresa afirmou que agora o foco será cumprir o acordo e apoiar os trabalhadores afetados com o fechamento.






