A chegada do Pix transformou os hábitos de pagamento dos brasileiros, reduzindo para 6% a parcela da população que ainda utiliza com frequência dinheiro em espécie, segundo levantamento do Google. Entre 2023 e 2024, o uso de cédulas e moedas registrou uma incrível queda de 11 pontos percentuais.
Em relatório de 2024, o Banco Central apontou que o volume de dinheiro em circulação continuou a crescer, encerrando o ano com 7,72 bilhões de cédulas em posse da população. Segundo a autoridade monetária, 31,7% dos brasileiros ainda utilizam o dinheiro físico com certa regularidade, contrariando os dados apresentados pelo levantamento do Google.
Muito por conta disso, a possibilidade de extinguir o dinheiro físico não é tratada como um plano visível. Embora o Pix e outras soluções digitais tenham acelerado a adoção de pagamentos eletrônicos, o dinheiro físico ainda desempenha um papel importante no dia a dia de muitos brasileiros, especialmente em regiões com menor acesso à internet ou a serviços bancários.
Além disso, cédulas e moedas continuam sendo fundamentais para pequenas transações, compras informais e situações em que a tecnologia não está disponível. Por isso, especialistas afirmam que o fim do dinheiro em espécie deve ser gradual, caso aconteça, e dependerá de investimentos em inclusão digital, segurança e confiança nos meios de pagamento eletrônicos.
Principais números do Pix em 2025
- Usuários ativos: Mais de 160 milhões de brasileiros utilizam o Pix, representando 93% da população adulta do país.
- Participação no comércio eletrônico: O Pix superou os cartões de crédito, representando 44% das transações online, enquanto os cartões ficaram com 41%.
- Volume transacionado: Em 2024, o sistema movimentou mais de R$ 26 trilhões, consolidando-se como o meio de pagamento mais utilizado no país.
- Novos recursos: Em junho de 2025, o Banco Central lançou o Pix Automático, permitindo pagamentos recorrentes como contas de serviços e assinaturas com autorização única.






