Apesar dos significativos desafios que enfrenta, como extensas filas para atendimento e subfinanciamento, o Sistema Único de Saúde (SUS) é frequentemente citado como um exemplo por ser capaz de oferecer atendimento médico para milhões de pessoas sem nenhum tipo de custo direto.
E agora, o governo federal parece estar interessado em expandir este conceito para outros setores, já que em entrevista à CNN Brasil, o secretário de Comunicação do PT (Partido dos Trabalhadores), deputado federal Jilmar Tatto (SP), revelou grandes planos para o transporte público.
De acordo com ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende propor uma medida para viabilizar a tarifa zero ao redor de todo o país, implementando assim o que vem sendo chamado de “SUS do Transporte Público”.
Vale destacar que a escolha do apelido do projeto não é aleatória, uma vez que, para viabilizar as mudanças esperadas, será necessário reformular todos os mecanismos de incentivo atualmente adotados, migrando para um modelo unificado, que por sua vez, pode ser custoso.
Afinal, embora os valores necessários para adotar o modelo ainda estejam sendo avaliados pelo Ministério da Fazenda, estudos universitários alternativos apontam que os custos podem chegar a R$ 65 bilhões, demandando uma implantação cautelosa.
Fontes de financiamento do “SUS do transportes” já estão em análise
É importante ressaltar que o projeto que prevê zerar as tarifas do transporte público deve integrar o programa de governo de Lula para a disputa eleitoral deste ano. Até o momento, no entanto, não há confirmação de que outros candidatos também pretendam levar a proposta adiante.
Ainda assim, a proposta parece estar sendo muito bem aceita pelo Legislativo, já que segundo o portal CNN Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), já confirmou o desenvolvimento de um setor específico para avaliar possíveis fontes de financiamento.
E dentre as opções em avaliação, destaca-se um projeto de lei elaborado por Jilmar Tatto, que prevê a extinção da cobrança anual de 6%, substituindo-a por uma arrecadação mensal entre R$ 100 e R$ 200 que pode ser mais do que suficiente para custear o chamado “SUS do Transporte Público”.






