O governo federal intensificou nos últimos dias a defesa da proposta que elimina a chamada escala 6×1, em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho seguidos por apenas um de descanso. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que acabar com esse modelo é uma das prioridades da gestão em 2026, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ideia é instituir uma jornada em que o trabalhador tenha, no mínimo, dois dias de descanso por semana e que a jornada máxima semanal seja reduzida para 40 horas, sem corte nos salários. Essa pauta vem sendo discutida no Legislativo e encontra apoio popular: uma pesquisa recente mostrou que cerca de 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1.
A discussão deve avançar no Congresso ao longo do ano, com propostas tramitando tanto como projeto de lei como em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que já foi aprovada em comissão com previsão de garantir dois dias de folga e uma jornada de até 36 horas ao final do processo de transição.
A mudança pretendida pelo governo busca equilibrar direitos trabalhistas e qualidade de vida, respondendo a demandas por mais tempo livre e menos desgaste físico e mental nos empregos que tradicionalmente operam com seis dias de trabalho consecutivos. O debate também envolve a manutenção de acordos coletivos e o papel das convenções sindicais nas novas regras.
Proposta ainda depende de aprovação no Congresso
A iniciativa defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Guilherme Boulos ainda precisa avançar nas discussões do Congresso Nacional. Parlamentares analisam diferentes formatos de transição para substituir a escala 6×1, incluindo a possibilidade de implementação gradual, para que empresas possam se adaptar sem impacto abrupto nas operações.
A tramitação envolve debates sobre custos, produtividade e negociação coletiva, com participação de centrais sindicais e representantes do setor produtivo. Caso a proposta seja aprovada ao longo de 2026, a mudança poderá alterar de forma significativa a organização do trabalho no país, redefinindo a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.






