O governo federal reconheceu a situação de calamidade pública decretada pela prefeitura de Juiz de Fora após as fortes chuvas que atingiram a cidade nas últimas 24 horas. A medida, válida por 180 dias, autoriza ações emergenciais e resultou na suspensão das aulas na rede municipal, além da adoção de trabalho remoto para servidores.
Um balanço preliminar aponta 18 mortes e ao menos 45 desaparecidos. A situação também é grave em Ubá, onde temporais causaram ao menos sete vítimas e danos à infraestrutura local.
Força-tarefa e recorde de chuva
Com bairros isolados e registros de deslizamentos, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais intensificou as buscas por desaparecidos e o atendimento a famílias desalojadas. Equipes de resgate foram deslocadas para as áreas mais atingidas.
O presidente Lula determinou apoio imediato do governo federal. Equipes da saúde e da Defesa Civil nacional foram enviadas para reforçar o atendimento emergencial e ajudar na reorganização dos serviços básicos.
O volume de chuva registrado no mês já supera com folga a média histórica, provocando o transbordamento de rios e alagamentos em diferentes regiões da cidade.
Impactos regionais e serviços suspensos
Com imóveis interditados e famílias fora de casa, unidades escolares passaram a funcionar como pontos de acolhimento. A prioridade, segundo a prefeitura, é garantir abrigo, alimentação e atendimento aos atingidos.
Em Ubá, as inundações comprometeram o funcionamento de unidades de saúde, levando à paralisação temporária de parte dos atendimentos. Autoridades estaduais decretaram luto oficial e alertaram para a previsão de continuidade das chuvas nos próximos dias.
Com a decisão de calamidade válida por seis meses, o foco agora é garantir assistência às vítimas, reconstruir áreas afetadas e restabelecer serviços básicos o mais rápido possível.






