Horas antes de embarcar no voo que marcaria uma das maiores tragédias da música brasileira, um comentário feito pelo tecladista do Mamonas Assassinas, Júlio Rasec, chamou atenção. No relato, ele mencionou um sonho estranho que havia tido na noite anterior.
Júlio contou que sonhara com um avião caindo. A fala do tecladista foi registrada e exibida dias depois do acidente no Jornal Nacional, da TV Globo, segundo informações da Rolling Stone.
O comentário do tecladista não teve grande interpretação naquele momento, mas, para os fãs que viram o registro mais tarde, aquele detalhe passou a carregar um peso muito maior.
A noite que mudou tudo
Na noite do acidente, a banda retornava de um show em Brasília rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. O trajeto ocorreu sem incidentes até o momento da aproximação para o pouso.
Após não conseguir completar a aterrissagem na primeira tentativa, o piloto arremeteu para reposicionar a aeronave. No entanto, o avião não conseguiu ganhar altitude suficiente e acabou se chocando contra a Serra da Cantareira.
Posteriormente, as investigações apontaram fatores como possível fadiga da tripulação e falhas de navegação como elementos que contribuíram para o acidente.
Além dos cinco músicos, outras quatro pessoas também estavam a bordo.
Comentários que chamaram atenção depois
A banda era conhecida pelo humor e pela maneira descontraída com que tratava praticamente qualquer assunto. Também durante gravações feitas naquele mesmo dia, outros comentários sobre o voo apareceram em tom de piada. O vocalista Dinho, por exemplo, fez observações irônicas sobre a aeronave e as condições da viagem.
Depois que a tragédia ocorreu, esses momentos passaram a ser revisitados por fãs inúmeras vezes, já que, o que parecia apenas um momento de descontração da banda, acabou sendo interpretado por muitos como um presságio.
Banda que marcou geração
Décadas depois, os Mamonas Assassinas ainda são lembrados com carinho pelo público. A banda marcou uma geração com músicas e apresentações irreverentes.






