Homens que se tornam pais terão direito a uma licença-paternidade estendida de até 20 dias, oferecendo um tempo para acompanhar os primeiros momentos do bebê. A iniciativa, atualmente aguardando sanção do presidente, busca equilibrar a vida profissional com a paternidade. As informações são do site Correio Braziliense.
Uma transição gradual
A proposta prevê que a ampliação da licença seja feita em etapas, ano após ano. Em 2027, os pais terão direito a 10 dias; em 2028, o período sobe para 15 dias; e, em 2029, poderá chegar a 20 dias.
Diferente do modelo tradicional, o benefício será garantido pelo sistema de previdência, permitindo que todos os trabalhadores formais possam usufruir do direito sem perda salarial.
Além da licença estendida, os pais poderão se ausentar do trabalho para consultas médicas de filhos de até seis anos ou acompanhar a gestante em até seis consultas durante a gravidez.
Inclusão e proteção social
O projeto também reconhece diferentes realidades familiares: pais adotivos terão os mesmos direitos, e aqueles com filhos com deficiência podem receber acréscimos proporcionais ao tempo de licença.
Em situações delicadas, como parto prematuro ou falecimento da mãe, o pai poderá assumir integralmente os cuidados, garantindo continuidade e estabilidade para o bebê.
Porém, casos de negligência ou violência doméstica podem resultar na suspensão do benefício.
Mudanças no trabalho
Empresas que incentivam a participação dos pais no início da vida da criança relatam aumento na satisfação e produtividade dos colaboradores, portanto essa mudança busca justamente equilibrar vida profissional e vida familiar, permitindo que os pais estejam presentes nos momentos mais importantes do filho.






