A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Constituição Federal estabelecem uma jornada de trabalho padrão de até 44 horas semanais, geralmente organizada na escala 6×1, que é um modelo que tem enfrentado crescente rejeição por parte dos trabalhadores brasileiros.
Contudo, por conta de outras legislações nacionais, muitas profissões passaram a contar com escalas de trabalho diferenciadas que, por sua vez, podem ser extremamente benéficas para mulheres, oferecendo mais flexibilidade por conta de sua curta duração.
Uma delas é a de técnico ou tecnólogo de radiologia, que por conta da Lei nº 7.394, sancionada em outubro de 1985, precisam cumprir jornadas de apenas 24 horas semanais, seja em dias divididos ou plantões.
A medida foi adotada como uma forma de proteger os trabalhadores dos riscos da profissão, tendo em vista que a radiação utilizada nas máquinas pode ser extremamente perigosa caso os profissionais fiquem expostos com frequência, gerando diversos efeitos colaterais.
Além de contar com uma jornada mais curta, os profissionais também tem direito à férias especiais de 20 dias, que podem ser desfrutadas a cada semestre. E vale ressaltar que, embora o cargo seja ideal para mulheres, a lei também estende os direitos da profissão aos homens.
O que faz um técnico ou tecnólogo de radiologia: conheça a profissão
Embora as funções dos técnicos ou tecnólogos de radiologia pareçam semelhantes, a abrangência de sua atuação na profissão pode variar, sobretudo por conta de sua formação, o que acaba resultando em remunerações variadas.
- Técnico (média salárial de R$ 2.500 a R$ 4.000): possui formação técnica ou profissionalizante (ensino médio), concentra-se principalmente no radiodiagnóstico e realiza radiografias convencionais e digitais;
- Tecnólogo (média salarial de R$ 3.000 a R$ 4.500): com graduação superior, são capazes de assumir a chefia técnica, planejar procedimentos de maior complexidade e até mesmo atuar em áreas administrativas, além de serem capazes de operar aparelhos mais complexos.






