Depois de ser demitido do São Paulo no início de março, Crespo tem boas chances de anunciar seu retorno ao futebol brasileiro poucas semanas depois. O treinador argentino, que deixou o clube mesmo ocupando posição de destaque na tabela, voltou a ficar livre no mercado e rapidamente passou a atrair o interesse de equipes da Série A.
Entre os principais interessados está o Botafogo, que recentemente demitiu Martín Anselmi e busca um novo nome para comandar o elenco na sequência da temporada. O clube carioca vive um momento de reformulação e vê em Hernán Crespo um perfil capaz de reorganizar a equipe e dar mais consistência ao trabalho dentro de campo.
De acordo com o site BolaVip, Crespo surge como favorito para assumir o comando técnico do Botafogo, sendo um dos nomes mais bem avaliados internamente pela diretoria. A experiência no futebol sul-americano e a passagem pelo próprio São Paulo pesam a favor do treinador, que já demonstrou capacidade de conquistar títulos e lidar com pressão em grandes clubes.
Ainda segundo a publicação, o interesse do Botafogo não é recente, e o nome do argentino já vinha sendo monitorado nos bastidores antes mesmo da saída de Anselmi. Agora, com o cargo oficialmente vago, a expectativa é de que as conversas avancem e um possível acerto seja anunciado nos próximos dias, marcando o retorno de Crespo ao cenário nacional.
Alta rotatividade expõe instabilidade no comando técnico do Botafogo
A demissão de Martín Anselmi após apenas três meses de trabalho reforça um cenário de instabilidade no Botafogo desde a implementação da SAF. O treinador argentino se tornou o oitavo a deixar o comando do clube nesse período, evidenciando a dificuldade da diretoria em manter um projeto técnico de longo prazo.
Desde a chegada do modelo de gestão liderado por John Textor, apenas um treinador conseguiu permanecer por mais de um ano no cargo, enquanto a média de duração dos técnicos gira em torno de pouco mais de cinco meses. Esse histórico de mudanças frequentes ajuda a explicar os altos e baixos da equipe e aumenta a pressão por uma escolha mais assertiva para o próximo comandante.






