Um caso inusitado chamou a atenção no Rio Grande do Sul após a apreensão de um macaco-prego durante uma operação policial contra uma quadrilha suspeita de invadir casas e praticar roubos. O animal foi encontrado na residência de um dos investigados, levantando a curiosidade das autoridades e da população sobre sua possível ligação com os crimes.
A apreensão ocorreu durante a chamada Operação Matilha, que teve como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado em invasões a residências na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ao todo, mandados de prisão e busca foram cumpridos, resultando em diversas detenções. Durante as diligências, os agentes se depararam com o macaco-prego, que também acabou sendo levado pelas autoridades.
Embora não haja confirmação de que o animal tenha sido treinado para participar diretamente dos furtos, a situação levantou suspeitas sobre o possível uso do macaco para facilitar ações criminosas. A investigação segue em andamento para esclarecer se o primata tinha alguma função dentro do esquema ou se era mantido ilegalmente pelos suspeitos.
Após a apreensão, o animal foi encaminhado para avaliação e deve ser destinado a um local apropriado, como um zoológico ou centro de reabilitação. O caso reforça não apenas a atuação contra crimes patrimoniais, mas também a importância do combate à posse irregular de animais silvestres.
Operação revela esquema criminoso e levanta suspeitas sobre uso de animais
As investigações que levaram à operação começaram após um roubo ocorrido em 2025, quando criminosos invadiram uma residência e fizeram vítimas reféns para realizar transferências bancárias. A partir daí, a polícia identificou uma organização mais ampla, que atuava de forma estruturada e, segundo apurações, teria até ordens vindas de dentro do sistema prisional.
O caso do macaco-prego chamou atenção por evidenciar um possível uso incomum de animais em atividades ilegais. Ainda que não haja comprovação de participação direta nos crimes, a presença do primata entre os investigados levanta questionamentos e amplia o alcance das investigações, que agora também consideram crimes ambientais além dos roubos.






