A expectativa de muitos trabalhadores do Paraná foi atendida. O estado confirmou a manutenção do maior salário mínimo regional do país após a aprovação do novo piso pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (CETER). Os valores definidos seguem organizados em faixas e ficam acima do salário mínimo nacional, hoje fixado em R$ 1.621.
O salário mínimo estadual é destinado às categorias profissionais que não possuem remuneração estabelecida por lei federal ou por acordos e convenções coletivas. Para abranger os diferentes setores da economia, os valores foram organizados em quatro grandes grupos. Confira a divisão a seguir:
- Grupo 1 (R$ 2.105,34): trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca;
- Grupo 2 (R$ 2.181,61): pessoal de serviços administrativos, comércio, reparação e manutenção;
- Grupo 3 (R$ 2.250,04): profissionais da produção de bens e serviços industriais;
- Grupo 4 (R$ 2.407,90): técnicos de nível médio.
Mas o que explica o Paraná conseguir pagar valores tão acima do piso nacional? De acordo com o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, a definição do novo salário mínimo é resultado de um processo contínuo de diálogo. “Esse é um exemplo claro de como a conversa entre governo, trabalhadores e empregadores pode gerar resultados concretos”, destacou.
Estados com maiores pisos salariais regionais
- Paraná (PR) – varia conforme categoria, com valores que podem chegar até aproximadamente R$ 2.407,90 em 2026 (maior piso do país)
- Rio Grande do Sul (RS) – piso regional com faixas que podem ficar acima de R$ 2.099,27 (última faixa)
- São Paulo (SP) – salário mínimo regional único de cerca de R$ 1.804,00
- Santa Catarina (SC) – pisos regionais entre aproximadamente R$ 1.730,00 e R$ 1.978,00






