O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, declarou que a revogação da instrução normativa que ampliaria o monitoramento de operações financeiras ocorreu após o que classificou como “o maior ataque de mentiras e fake news da história da Receita”.
De acordo com ele, a falsa narrativa sobre uma suposta “taxação do Pix” não apenas inviabilizou a medida, como também acabou favorecendo diretamente o funcionamento de organizações criminosas. Um dos esquemas beneficiados foi revelado em três operações da Polícia Federal realizadas no fim de agosto.
As investigações apontaram que cerca de 1.000 postos de combustíveis, distribuídos em dez estados, movimentaram mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando fintechs como verdadeiros “bancos paralelos” para disfarçar recursos ilícitos.
“Essas fake news foram tão fortes que, apesar de todo o esforço da Receita Federal, ajudada pela mídia tradicional, não conseguimos reverter as mentiras. Tivemos que dar um passo atrás e revogar a instrução normativa. E as operações de hoje mostram quem ganhou com essas mentiras: o crime organizado”, disse Barreirinhas
As operações Carbono Oculto, Quasar e Tank foram realizadas em conjunto pela Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e ANP, tendo como alvo esquemas bilionários de lavagem de dinheiro associados ao PCC.
As operações Carbono Oculto, Quasar e Tank
- Órgãos envolvidos: Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e Agência Nacional do Petróleo (ANP).
- Objetivo: combater esquemas de lavagem de dinheiro bilionários ligados ao PCC.
- Setor investigado: cerca de 1.000 postos de combustíveis em dez estados do Brasil.
- Período apurado: movimentações entre 2020 e 2024.
- Valor movimentado: mais de R$ 52 bilhões em transações suspeitas.
- Método utilizado: uso de fintechs como “bancos paralelos”, ocultando recursos ilícitos.
- Impacto: revelou a fragilidade no monitoramento financeiro após a revogação da norma da Receita, prejudicada pela narrativa falsa da “taxação do Pix”.






