De acordo com reportagem do UOL, o patrimônio familiar de Robinho apresentou crescimento ao longo da última década, mesmo com o ex-jogador atualmente preso em Limeira, no interior de São Paulo, por estupro. Documentos obtidos pelo colunista Diego Garcia apontam que o conjunto de bens soma 20 imóveis e oito veículos registrados em nome do ex-atacante, de sua esposa e de seus pais.
Ainda segundo a apuração, dos sete imóveis adquiridos pelo casal desde 2014 em Santos e cidades da região, apenas um está exclusivamente no nome de Robinho: o apartamento no bairro Aparecida, em Santos, onde ele foi detido. Juntos, Robinho e Vivian Guglielmetti investiram R$ 6,4 milhões na compra dos apartamentos, que se valorizaram ao longo dos anos e hoje são avaliados em mais de R$ 10 milhões.
Seis dos imóveis estão em nome de Vivian, conforme pacto antenupcial firmado em 2009, que estabelece o regime de separação total de bens e impede a mistura de patrimônios ou a responsabilidade por dívidas do outro, antes ou depois do casamento.
No mesmo período, o casal comprou seis veículos por um valor próximo de R$ 1 milhão, nenhum deles registrado em nome de Robinho. Dois automóveis estão no nome de Vivian, três pertencem à empresa do ex-jogador e um está registrado em nome de sua mãe. Já os demais imóveis aparecem em nome dos pais de Robinho, Marina e Gilvan, ou foram doados por eles a Vivian ou ao próprio ex-atacante.
Linha cronológica da prisão de Robinho
2013 – Crime e investigação
📌 Em janeiro de 2013, Robinho e outros homens participaram de um estupro coletivo contra uma jovem em uma boate em Milão, na Itália.
2017 – Sentença na Itália
📌 Em 23 de novembro de 2017, um tribunal italiano condena Robinho a nove anos de prisão pela participação nesse crime sexual. A sentença é emitida mesmo com ele residindo no Brasil.
2020–2022 – Recursos mantidos e sentença confirmada
📌 Em dezembro de 2020, a condenação é confirmada em apelação na Itália.
📌 Em 2022, a Suprema Corte italiana rejeita novos recursos, tornando a condenação definitiva.
2023 – Pedido italiano e validação no Brasil
📌 Autoridades italianas solicitam formalmente que Robinho cumpra a pena no Brasil, pois o país não extradita seus cidadãos.
📌 O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil valida a sentença italiana e decide que ele deve cumprir os nove anos de prisão no país, abrindo caminho para sua prisão.
Março de 2024 – Prisão no Brasil
📌 21 de março de 2024: Robinho é preso pela Polícia Federal em Santos (SP) para iniciar o cumprimento da pena a partir da decisão judicial brasileira.
📌 22 de março de 2024: Ele chega à Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, onde começa a cumprir os nove anos.
Após a prisão
📌 Robinho encara tentativas de recursos e pedidos de redução de pena, mas a Justiça brasileira mantém a execução da condenação enquanto analisa esses pedidos.
📌 Em 2025, ele fala publicamente sobre sua rotina na prisão, negando privilégios e alegando igualdade com outros detentos.
Possível progressão de regime
📌 De acordo com regras penais brasileiras, ele poderá pleitear progressão de regime a partir de cerca de 2027, caso cumpra os requisitos legais de pena e comportamento.





