O Museu de Ciências da Terra, também conhecido como Palácio da Geologia, localizado na Urca, no Rio de Janeiro, passa por um amplo processo de revitalização. Mais de cinco décadas após o incêndio que, em 1973, destruiu parte do edifício, as obras foram iniciadas com um investimento de R$ 200 milhões.
O projeto é conduzido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), com apoio financeiro da Petrobras, e tem conclusão prevista para 2028. A proposta é transformar o espaço em um centro de referência internacional em geociências. Inaugurado em 1907, o Palácio da Geologia é um importante marco da arquitetura neoclássica no país.
O incêndio ocorrido em 1973 danificou parte da estrutura do prédio e causou grandes perdas à biblioteca. Mesmo assim, o museu mantém um acervo literário valioso, com mais de 100 mil títulos ligados às geociências, considerado um dos maiores do país.
O projeto de revitalização prevê a ampliação da área do Museu de Ciências da Terra de 2,4 mil m² para 15 mil m². A expansão inclui a implantação de laboratórios modernos e a criação de uma litoteca, destinada ao armazenamento de amostras de rochas e minerais, ampliando a capacidade para pesquisas e exposições em âmbito nacional e internacional.
Com isso, a iniciativa busca consolidar o museu — e o Brasil — como referência em geociências. Estão previstos dois novos blocos, que irão abrigar salas de pesquisa, espaços expositivos, setores administrativos e áreas voltadas à documentação e à preservação da memória científica.
Expansão estrutural e novo papel científico do espaço
Com a ampliação física e a modernização das instalações, o museu passa a assumir um papel estratégico no fortalecimento da pesquisa científica e da divulgação do conhecimento geológico no país. A nova estrutura permitirá integrar acervo histórico, ciência aplicada e inovação, ampliando o diálogo com universidades, centros de pesquisa e instituições internacionais.
Além do impacto acadêmico, a revitalização também reforça o potencial cultural e turístico do Palácio da Geologia. A reabertura do espaço deve devolver ao público um patrimônio histórico renovado, capaz de unir memória, educação e ciência, reposicionando o museu como um dos principais polos científicos da América Latina.






