O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, descumpriu as regras da tornozeleira eletrônica 66 vezes ao longo de quatro meses. Entre 1º de novembro do ano passado e o último domingo (2/2), foram registradas sucessivas infrações, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seape-RJ), o equipamento está descarregado desde domingo (1). Em nota enviada ao Metrópoles, a pasta informou que a maior parte das violações ocorreu por falta de recarga da bateria do dispositivo de monitoramento.
Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica do Rio de Janeiro no dia 9 de dezembro, relatando problemas no carregamento da tornozeleira eletrônica. Na mesma data, agentes da Seape realizaram a substituição do equipamento. Ainda assim, a Seape-RJ esclareceu que as violações não estavam relacionadas apenas à falta de recarga e informou que o dispositivo apresentou danos quando foi devolvido.
O rapper é considerado foragido desde terça-feira (3), após a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, expedir um novo mandado de prisão. A decisão ocorreu depois que o ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou um habeas corpus concedido anteriormente, na segunda-feira (2).
A Polícia Civil informou que esteve no endereço do rapper para dar cumprimento ao mandado de prisão, mas ele não foi encontrado e segue foragido. Oruam responde como réu a uma ação penal por tentativa de homicídio qualificado e estava em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica, após decisão liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).






