Motoristas experientes que atuam em aplicativos de transporte, como Uber e 99, estão migrando em massa para o serviço de entregas de pacotes. A principal motivação é a busca por um modelo de trabalho mais estável, rentável e com menos desgaste físico e emocional.
Enquanto as corridas demandam jornadas extensas e trajetos imprevisíveis, as entregas oferecem maior controle sobre as rotas, menor exposição a riscos, melhor organização do tempo e, principalmente, um retorno financeiro mais vantajoso por quilômetro percorrido.
Depoimentos indicam que, ao migrar para o setor de entregas, muitos motoristas conseguiram diminuir a quilometragem diária e, mesmo assim, aumentar a média de ganhos por rota. Esse cenário também resulta em menor consumo de combustível, redução nos custos de manutenção e menor desgaste físico, tornando a atividade mais sustentável e atraente a longo prazo.
Além disso, a entrega de encomendas, além de mais lucrativa, tem se mostrado menos exaustiva emocionalmente aos motoristas. Sem lidar com o humor dos passageiros, avaliações injustas ou mudanças bruscas de demanda, eles relatam uma rotina mais tranquila.
O que diz a Uber sobre as mudanças?
A Uber não divulgou declarações públicas específicas sobre a migração de motoristas para aplicativos de entrega. No entanto, a empresa oferece alternativas para que motoristas possam atuar também no setor de entregas, como o Uber Flash e o Uber Direct.
Essas plataformas permitem que motoristas utilizem seus veículos para realizar entregas de pacotes, oferecendo flexibilidade nos horários e a possibilidade de aumentar os ganhos. Além disso, a Uber facilita a transição entre as modalidades de serviço. Motoristas podem alterar seu tipo de lead (por exemplo, de motorista para entregador) diretamente pelo aplicativo.
Quanto ganha um motorista de Uber no Brasil?
O rendimento de motoristas da Uber no Brasil em 2025 varia consideravelmente, dependendo de fatores como cidade, categoria do serviço, horas trabalhadas e custos operacionais. Em São Paulo, por exemplo, motoristas podem faturar até R$ 13.600 mensais, considerando jornadas de trabalho intensas.
No entanto, após descontar despesas com combustível, manutenção e taxas, o lucro líquido médio mensal fica em torno de R$ 3.701,31, com uma carga de 60 horas semanais .






