Pelo menos duas pessoas morreram após consumirem bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Uma terceira morte ainda está sob investigação, e outros nove casos de internação ocorridos desde junho, no estado de São Paulo, estão sendo apurados. Entre eles, estão o de um jovem em coma e o de uma mulher que perdeu a visão.
As mortes confirmadas envolvem dois homens, de 38 e 48 anos, residentes em São Bernardo do Campo (SP) e na cidade de São Paulo, respectivamente. A relação dos casos com o consumo de metanol foi confirmada pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo.
O homem de 48 anos, cujo nome não foi divulgado, morava na região da Mooca/Aricanduva e foi atendido em uma unidade de saúde privada após apresentar sintomas de intoxicação, vindo a falecer no dia 15 de setembro, após seis dias de internação.
A polícia investiga se uma terceira morte, de um homem de 45 anos, também está relacionada ao metanol. Ele estava internado em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e morreu neste domingo (28). O 1º Distrito Policial da cidade não divulgou informações adicionais, incluindo onde a bebida teria sido consumida.
No total, dez casos suspeitos de intoxicação por metanol estão sendo investigados na capital paulista. As autoridades classificaram o número de ocorrências como “fora do padrão”. Até o momento, a Polícia Civil registrou quatro boletins de ocorrência relacionados a esse tipo de intoxicação.
Órgão aponta possível ligação do PCC
A ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação) divulgou uma nota neste domingo (28) levantando a suspeita de que o metanol utilizado para adulterar bebidas alcoólicas possa ser o mesmo empregado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) na adulteração de combustíveis.
A associação afirma que o contrabando não é uma prática exclusiva do PCC, sendo cometido por outras facções em diversas regiões do país. No entanto, a facção paulista ganhou destaque recentemente ao ser alvo da maior operação contra o crime organizado já realizada no Brasil.






