O Carnaval de 2026 nas rodovias federais brasileiras terminou com números que chocaram autoridades e especialistas em segurança viária. Segundo o balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal, foram registrados 130 óbitos e 1.481 feridos em 1.241 acidentes no período de 13 a 18 de fevereiro — um salto considerável em relação ao feriado anterior.
Os dados mostram que este foi o Carnaval mais violento nas estradas federais desde pelo menos 2020, superando as 85 mortes e 1.433 pessoas feridas registradas no mesmo feriado em 2025. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas, e o aumento de sinistros graves foi de cerca de 8,5% em comparação com o ano passado.
As autoridades destacaram que, apesar do reforço na fiscalização — com foco no combate à alcoolemia ao volante, excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas — muitos acidentes ocorreram em trechos que não são considerados críticos, o que torna ainda mais preocupante o cenário.
A sequência de acidentes e mortes acende um alerta para motoristas e autoridades. Mesmo com campanhas educativas e fiscalização reforçada, imprudência e desatenção seguem causando tragédias nas rodovias brasileiras. Especialistas reforçam a necessidade de respeitar os limites de velocidade e nunca dirigir após consumir álcool para reduzir riscos nos próximos feriados.
Fiscalização reforçada e imprudência seguem no centro do problema
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a Operação Carnaval integrou o programa Rodovida e intensificou ações de combate ao excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas e direção sob efeito de álcool. Mesmo com o aumento no número de abordagens e testes de bafômetro, os índices de acidentes graves permaneceram elevados em diversas regiões do país.
O balanço reforça que parte significativa das ocorrências está ligada a comportamentos de risco, especialmente em trechos de pista simples. Para as autoridades, além da presença policial, é fundamental investir continuamente em educação no trânsito e conscientização dos condutores para tentar reduzir os números nos próximos anos.






