Apesar de ser um grande produtor de petróleo, o Brasil não possui capacidade de refino suficiente para atender à demanda interna de óleo diesel. Por conta disso, atualmente, cerca de 25% a 30% do combustível consumido no país é importado.
Contudo, a recente crise no mercado mundial de petróleo, motivada principalmente pelos desdobramentos da guerra no Irã, incentivou a Petrobras a dar um passo adiante e ampliar a produção de diesel no Brasil.
A possibilidade foi confirmada pela atual presidente da empresa, Magda Chambriand, durante um evento organizado pela CNN Talks em São Paulo, nesta quarta-feira (1). Segundo ela, a expectativa é de que o plano se concretize dentro dos próximos cinco anos.
Isso porque a iniciativa pode integrar o próximo plano de negócios da Petrobras. De acordo com Magda, avaliações de capacidade já estão sendo conduzidas, e discussões sobre o tema serão iniciadas a partir do mês de maio.
A executiva reforçou que o aumento na produção nacional de diesel será benéfica tanto para o consumidor quanto para os acionistas, pois além de blindar os preços contra volatilidades externas, a medida ainda fortalecerá o mercado interno.
Presidente da Petrobras comenta sobre planos de expansão
Ainda durante sua participação no evento da CNN Talks, Magda foi questionada sobre a possibilidade de adquirir plantas privadas para que a demanda nacional de diesel possa ser devidamente atendida.
A executiva não confirmou se a estratégia integra os planos da Petrobras, mas afirmou que a empresa está aberta a aceitar propostas benéficas. Além disso, ela também reforçou que, a princípio, o plano de expansão consistirá na a ampliação da capacidade de processamento das próprias refinarias da estatal.
Vale lembrar que refinarias privadas, como a Acelen, na Bahia, e a Ream, no Amazonas, exercem papel relevante no âmbito da produção de diesel no país e, embora operem de forma independente da Petrobras, contribuem para complementar a produção da estatal.






