A Polícia Militar do Paraná informou que abriu um procedimento interno para investigar os fatos envolvendo o policial militar citado no relato do ex-jogador Perdigão, ocorrido em Curitiba. A corporação também determinou o afastamento imediato do agente de atividades operacionais. A medida foi comunicada por meio de nota oficial da Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
O ex-jogador de futebol Cleilton Eduardo Vicente, conhecido como Perdigão, afirma que foi agredido por um policial militar na saída da partida entre São Joseense e Operário, realizada na Vila Capanema, no domingo, 18 de janeiro. Em publicação nas redes sociais, ele relata que se aproximou do agente apenas para cumprimentá-lo e que, sem qualquer explicação, teria sido atingido por golpes de cassetete.
Ele acrescentou que tentou evitar qualquer tipo de confronto, não reagiu às agressões e classificou o episódio como constrangedor e sem justificativa. Perdigão também informou que já está adotando as medidas legais cabíveis e que se encontra bem fisicamente. Em nota, a Polícia Militar do Paraná afirmou que a Corregedoria da corporação tomou providências imediatas assim que teve conhecimento do caso.
De acordo com a nota, o policial militar foi retirado das atividades operacionais e passou a desempenhar funções administrativas enquanto o procedimento interno continua em curso. A Polícia Militar não divulgou prazo para a conclusão da investigação.
A nota de Perdigão publicada nas redes sociais
“Quero relatar uma situação extremamente constrangedora e dolorosa que vivi neste final de semana.
Neste domingo, dia 18/01, na saída do jogo entre São Joseense x Operário na Vila Capanema, fui covardemente agredido por um membro despreparado da Polícia Militar. É lamentável que uma atitude isolada como essa acabe manchando a imagem de uma instituição que deveria existir para proteger o cidadão.
Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa tranquila, bem-quista e que gosta de interagir com as pessoas. Naquele momento, me aproximei de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizar pelo serviço e desejar boa noite. Não sei se houve algum mal-entendido, mas, de forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete.
Em todo momento tentei apaziguar a situação, me afastando e demonstrando que não havia qualquer intenção de confronto. Não fui violento, não fui rude e não reagi à agressão. Ainda assim, a violência aconteceu de forma totalmente gratuita e injustificável.
Reforço que, como cidadão, temos direitos que precisam ser respeitados. Violência, especialmente vinda de quem tem o dever de zelar pela nossa segurança, é inadmissível.
Informo que todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas, e espero sinceramente que o responsável seja devidamente responsabilizado.”






