O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal em Seul após ser considerado culpado de insurreição. A decisão judicial entendeu que ele tentou subverter a ordem constitucional ao decretar lei marcial no fim de 2024, em meio a uma crise política com o Parlamento.
A sentença foi emitida pelo Tribunal do Distrito Central de Seul, que classificou a medida como uma tentativa de paralisar as instituições democráticas. Promotores chegaram a pedir pena de morte, mas o tribunal optou pela prisão perpétua.
Caso que levou o ex-presidente à prisão
A crise no governo de Suk Yeol teve início em 3 de dezembro de 2024, quando Yoon anunciou, em rede nacional, a determinação da lei marcial. O decreto ocorreu em meio a um impasse orçamentário com o Parlamento, controlado pela oposição.
Após o anúncio, tropas foram enviadas ao entorno do Parlamento, uma ação vista por muitos como tentativa de intimidar deputados e impedir votações. O então presidente alegou risco à segurança nacional e acusou supostas influências externas, mas não apresentou provas.
O decreto da lei marcial durou cerca de seis horas. Mesmo com a tentativa do ex-presidente de impedir votações, os parlamentares conseguiram se reunir, assim suspendendo o decreto e restaurando a normalidade institucional.
Destituição e prisão
O episódio desencadeou uma das maiores crises políticas do país. Protestos tomaram as ruas e, meses depois, o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul decidiu pela destituição de Suk Yeol do cargo.
Ele foi detido em janeiro de 2025, se tornando o primeiro presidente em exercício do país a ser preso. Além da condenação por insurreição, ele também recebeu pena de cinco anos por obstrução da Justiça e abuso de poder. O ex-presidente nega as acusações e deve recorrer da decisão judicial.
Novo governo
Após a cassação do ex-presidente, eleições antecipadas foram convocadas. O eleito foi Lee Jae Myung, político de centro-esquerda e adversário político de Yoon.






