As eleições presidenciais de 2026 só acontecem em outubro, mas uma das primeiras fake news envolvendo o nome do senador Flávio Bolsonaro – pré‑candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL) – já foi identificada e desmentida pela imprensa e pelas plataformas de checagem de fatos.
Circulou nas redes sociais uma imagem que simulava a capa da revista InfoMoney, atribuindo a ele a declaração de que acabaria com o salário mínimo, caso fosse eleito. Essa publicação rapidamente viralizou e gerou debates, mas não há registros de que o senador tenha feito tal afirmação ou proposto essa medida.
A alegação falsa mostrava uma suposta manchete com frases sensacionalistas indicando que Bolsonaro afirmaria que “o salário mínimo prejudica os patrões e a massa empresarial”. No entanto, essa capa atribuída à InfoMoney é uma montagem, já que a revista impressa não circula há anos e os logotipos e textos exibidos no material apresentavam inconsistências.
O próprio senador negou veementemente que tenha proferido qualquer declaração nesse sentido. Em nota, ele afirmou que nunca apresentou qualquer proposta relacionada ao fim do salário mínimo e que seu plano de governo ainda não foi oficialmente divulgado. Autoridades judiciais também determinaram a remoção de conteúdos falsos das redes sociais.
Esse episódio mostra como, mesmo antes do período oficial de campanha, notícias fabricadas podem influenciar o debate público e prejudicar a compreensão dos eleitores sobre as posições reais dos candidatos. A verificação de fatos independente segue sendo uma ferramenta crucial para esclarecer boatos e impedir a disseminação de desinformação política no Brasil.
Contexto da desinformação na política eleitoral
A circulação de fake news nas eleições brasileiras não é um fenômeno novo, mas tem ganhado maior atenção nos últimos pleitos, dado o impacto que informações falsas podem ter sobre a opinião pública. Diversos esforços de checagem de fatos mostraram que políticos e partidos de diferentes espectros ideológicos já foram envolvidos na disseminação de conteúdos enganosos.
No caso específico do episódio envolvendo Flávio Bolsonaro e o suposto fim do salário mínimo, a rápida identificação e remoção dos conteúdos falsos pelas redes sociais, bem como o esclarecimento público por meio de checagens de veículos independentes, foram fundamentais para desmentir a narrativa enganosa antes que ela se consolidasse de forma duradoura no debate eleitoral.






