Considerado por muitos como o principal rival de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dito em conversas reservadas que não pretende disputar o pleito. De acordo com interlocutores, ele mostra grande convicção de que não participará da corrida presidencial.
A principal justificativa para isso é o cenário de fragmentação da direita. Segundo Tarcísio, a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na articulação das sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil ajudou a dividir ainda mais o campo conservador.
Ele atribui a essa movimentação a recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que até junho enfrentava desgaste e queda na aprovação. Toda a estratégia política de Tarcísio está voltada para buscar a reeleição ao governo de São Paulo em 2026.
Além da fragmentação da direita, ele vem considerando outros fatores que influenciam sua decisão, como o risco de depender do apoio da família Bolsonaro para viabilizar uma candidatura nacional. Caso decidisse disputar a presidência, o governador precisaria deixar o cargo até abril de 2026, conforme determina a legislação eleitoral.
Tarcísio também tem reforçado a aliados que não pretende deixar o Republicanos para se filiar ao PL, contrariando uma sugestão feita pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Ele tem reafirmado sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e deve visitá-lo em prisão domiciliar, mas interlocutores destacam que o encontro não terá relação com assuntos eleitorais.
Lula tem vantagem sobre Tarcísio em pesquisa
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada em 18 de setembro, indicou que, em um possível confronto direto no segundo turno das eleições de 2026 contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 43% das intenções de voto, enquanto Tarcísio aparece com 35%.
Outros 3% disseram estar indecisos, enquanto 19% afirmaram que não votariam, votariam em branco ou anulariam o voto. Lula também superou outros nomes no mesmo cenário, casos de Ciro Gomes (PDT), Ratinho Júnior (PSD) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).






